Ainda vivemos o século XVII

Ainda vivemos o século XVII
Um Brasil confuso

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A cíclica história


Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV

Colbert
 - ministro de Estado e da economia do rei Luiz XIV
Mazarino
 - Cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França. Ele era um notável coletor de arte e jóias, particularmente diamantes, e ele deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris
  Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. 
Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão.
Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se...
Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro.
E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos?

Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! 
Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: 
São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. 
É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! 
Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para  compensarem o que lhes tiramos. 
É um reservatório inesgotável.




Ontem como hoje, o mundo não muda.
Por isso deixei as disputas de lado, encontrei meu lugar no universo e vivo mais ou menos, em paz.
Gil Ney

Neste diálogo, pode-se perceber uma ou duas, não mais que isso, semelhanças com este país selvagemente capitalista.  Como vivermos segundo à filosofia de Gil Ney?

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Quem sou eu

Tenho 40 anos de idade, filho de estrangeiros, casado, duas filhas e um menino, Graduado em GRH, Física e Psicologia

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