Ainda vivemos o século XVII

Ainda vivemos o século XVII
Um Brasil confuso

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Brincando com coisas sérias


Falando a verdade, mas de brincadeira.

E assim vamos caminhando...


O povo árabe demorou séculos para se mobilizar contra a tirania, o descaso, a omissão, quanto tempo falta pra nós? Vivemos sob o mesmo problema, em meio a um mar de impostos e miséria generalizada. Quando, realmente, vamos nos mobilizar em nosso favor? Quantos mais devem perecer neste genocídio intelectual? As nossas Universidades formam a cada ano mais zumbis, a UNE se tornou um covil de aprendizado à malandragem.  E AGORA BRASIL?????

A miséria intelectual no Brasil


Brasil, um país de tolos.  

Se você não é negro, não é homossexual ou uma criança, AS SUAS  CHANCES DE VENCER SÃO ÍNFIMAS..

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Assunto: A FARSA DAS UPPS - Helio Fernandes - TRIBUNA DA IMPRENSA



O MORRO DO ALEMÃO ESTÁ EM GUERRA (DE NOVO) PORQUE NOS LOCAIS EM QUE O
EXÉRCITO ESTÁ FAZENDO PATRULHAMENTO, OS MILITARES DO EXÉRCITO NÃO
ESTÃO PERMITINDO A VENDA PACÍFICA DE DROGAS NAS SUAS JURISDIÇÕES.

EM REPRESÁLIA, OS TRAFICANTES DO MORRO DO ALEMÃO, PATRULHADO PELAS
TROPAS DO EXÉRCITO, DECLARARAM GUERRA TOTAL CONTRA SEUS OPOSITORES.



LEIA O TEXTO ABAIXO PARA SABER MAIS



"FAVELAS PACIFICADAS ? COMO ASSIM ?

A “pacificação” das favelas do Rio não passa de um acordo feito entre
o governador e os traficantes, que podem “trabalhar” livremente, desde
que não usem armas nem intimidem os moradores das comunidades.

Em dezembro do ano passado publiquei, aqui no Blog, um importante
artigo de denúncia, mostrando que a política de “pacificação” das
favelas não passa de uma manobra eleitoreira do governador
cabralzinho, que inclui u m incrível e espantoso acordo entre as
autoridades estaduais e os traficantes que atuavam (e continuam
atuando) nessas comunidades carentes.

O acordo está “firmado” sob as seguintes cláusulas:

1 – Os traficantes somem com as armas da favela, com os “soldados” de
máscaras ninjas, com os olheiros e tudo o mais.

2 – A PM entra na favela, sem enfrentar resistência, ocupa os pontos
que bem entender, mas não invade nenhuma casa, nenhum barraco, e não
prende ninguém, pois não “acha” traficantes ou criminosos.

3 – A favela é tida como “pacificada”, não existem mais marginais
circulando armados, os moradores não sofrem mais intimidações, não há
mais balas perdidas.

4 – Em compensação, o tráfico fica liberado, desde que feito
discretamente, sem muita movimentação..

Até o Blog publicar esses artigos, ninguém havia tocado no assunto.

A implantação das chamadas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora)
vinha sendo saudada pela imprensa escrita, falada e televisada como
uma espécie de panacéia na segurança pública. Era como se, de súbito,
as autoridades estaduais e municipais tivessem conseguido “colocar o
ovo em pé”, resolvendo de uma hora para outra o maior problema da
atualidade: a violência e o tráfico de drogas nos guetos das grandes
cidades.

Não há dúvida, esse é UM DOS MAIORES DESAFIOS DA HUMANIDADE. Como
todos sabem, em praticamente todos os países do mundo, governantes e
autoridades da segurança pública continuam sem saber como enfrentar e
vencer o problema da criminalidade e do tráfico. Menos no Rio de
Janeiro. Aqui, houve uma espécie de “abracadabra”, um toque de varinha
de condão e, num passe de mágica, as favelas foram “pacificadas”, que
maravilha viver.

O mais interessant e: não foi disparado UM ÚNICO E ESCASSO TIRO, os
traficantes e “donos” das favelas não lançaram uma só granada, um
solitário morteiro, não acionaram seus lança-chamas, seus mísseis
portáteis, seus rifles AR-15 e M-16, suas submetralhadoras Uzi, nada,
nada.

No artigo-denúncia que publiquei no final de dezembro e nos outros que
se seguiram em janeiro, chamei atenção para esse fato espantoso:
ninguém reparou que a tal “pacificação” foi fácil demais, não houve
uma só troca de tiros?

O pior foi a atitude do governador cabralzinho, que deve pensar (?)
que os demais cidadãos são todos imbecis e aceitam qualquer
“explicação” que lhes seja fornecida pelas autoridades.

Recordemos que foi ele quem teve a ousadia e a desfaçatez de vir a
público e proclamar, textualmente:

“DEI PRAZO DE 48 HORAS PARA OS TRAFICANTES DEIXAREM O
CANTAGALO-PAVÃO-PAVÃOZINH O”.

Como é que é? O governador esteve com os traficantes, “cara-a-cara”, e
fez o ultimato? Ou mandou recado por algum amigo comum? Como foi o
procedimento?

Ninguém sabe.

O que se sabe é que o governador alardeava (e continua alardeando)
que, em todas as favelas onde a Polícia Militar instalou as UPPs, os
traficantes e criminosos simplesmente sumiram, assustados,
amedrontados, apavorados.

Seria tão bom se fosse verdade! Mas o que é a verdade para esse
governador enriquecido ilicitamente, cuja mansão à beira-mar em
Mangaratiba virou ponto de atração turística? Para ele, a verdade é a
versão que ele transmite, por mais fantasiosa que seja, como se fosse
um ridículo Pinóquio de carne e osso (aliás, muito mais carne do que
osso, já caminhando para a obesidade precoce), a inventar contos da
Carochinha para iludir os eleitores.

Quando escrevi a séri e de artigos desmascarando a “pacificação das
favelas”, houve tremenda repercussão (como ocorre com tudo que sai
publicado nesse Blog ou na Tribuna da Imprensa). Mas a maioria das
pessoas se recusava a acreditar. Não podiam aceitar que um governante
descesse a nível tão baixo, criasse tão estarrecedora mistificação,
tentasse manipular tão audaciosamente os eleitores.

Mas meus artigos plantaram a semente da dúvida. Nas redações, os
jornalistas começaram a questionar a veracidade do sucesso dessa
política de segurança pública. Até que, há dois ou três meses, O Globo
publicou uma página inteira em sua seção “Logo” (que é uma espécie de
“pensata”), ironizando a facilidade com que as favelas teriam sido
“pacificadas”. (Não me deram crédito nem royalties, é claro, mas fico
esperando o pré-sal).

No dia 2 de julho, mais uma vez O Globo, em reportag em de Vera
Araújo, comprova que meus artigos de denúncia estavam corretos. Sob o
título “FEIRÃO DE DROGAS DESAFIA UPP”), com fotos impressionantes
feitas em maio na Cidade de Deus, a matéria mostra que o tráfico de
drogas está e sempre esteve liberado, exatamente como afirmei.

Ao que parece, a repórter nem chegou a ir à Cidade de Deus. As fotos
na “favela pacificada” foram feitas por um morador do local, que as
enviou ao jornal. Foi facílimo fazer a matéria, as imagens dizem tudo.

No dia seguinte, mais um repique em O Globo, mostrando que, assim com
o tráfico de drogas, também a exploração de caça-níqueis está liberada
na comunidade “tomada” pela PM. As fotos, novamente, são de um morador
da favela, que o jornal, obviamente, não identifica.

***

PS – Isso não está acontecendo somente na Cidade de Deus.. Em todas as
favelas pacificadas ocorre o mesm o.

PS2 – Aproxima-se a eleição e, na campanha, o governador vai massacrar
a opinião pública com a divulgação do êxito da “pacificação das
favelas”. Este é o ponto mais forte de sua “plataforma” eleitoral, ao
lado das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento).

PS3 – Aliás, UPPs e UPAs, tudo a ver. As UPAs também são um golpe de
marqueting político-eleitoral, conforme iremos demonstrar neste Blog.

PS4 – O desgoverno de Cabral é um tema longo, do tipo “E o vento levou”.

E seria bom, perdão, seria ótimo, se o vento o levasse permanentemente
para longe de nós.



Por Helio Fernandes

Helio Fernandes é Editor-Redator-Chefe da Tribuna da Imprensa.

Quem sou eu

Tenho 40 anos de idade, filho de estrangeiros, casado, duas filhas e um menino, Graduado em GRH, Física e Psicologia

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